
As pegadas correspondem a 10 espécies da classe dos sauropsidas (quatro de ornitópodes), seis de gliptodonte e cinco de dinossauros predadores.
A variedade das marcas não tem precedentes no mundo, segundo o cientista australiano Steve Salisbury, que dirige o estudo sobre o achado publicado na revista científica Memoir of the Society of Vertebrate Paleontology 2016.
"Entre as pegadas está a única prova confirmada de um estegossauro na Austrália. Além disso, há algumas dos maiores dinossauros já registrados na ilha. Algumas das marcas dos saurópodes têm 1,7 m de comprimento", esclarece o biólogo e geólogo, que é professor da Universidade de Queensland, em comunicado à imprensa.
Salisbury afirma ainda que a descoberta "é extremamente importante porque representa o primeiro registro de dinossauros não-aviários na metade ocidental do continente e é a única marca da fauna de dinossauros da Austrália durante a primeira metade do período Cretáceo inferior.
As pegadas se encontram em uma zona rochosa, que tem entre 127 e 140 milhões de anos, situada em Walmadany, uma região do estado da Austrália Ocidental que contém milhares de marcas de dinossauros e que foi incluída como patrimônio nacional australiano em 2011.
As 150 pegadas identificadas são mais antigas que a maioria dos fósseis de dinossauros descobertos na parte oriental da Austrália e calcula-se que sejam datadas entre 90 e 115 milhões de anos, segundo o comunicado da Universidade de Queensland.
(com Agência EFE e Agência Brasil)