
Os principais sintomas da doença são dor pélvica crônica, cólicas menstruais, sangramento intenso e infertilidade. Segundo o médico, esses sinais variam muito. "Algumas pacientes apresentam sintomas leves enquanto outras apresentam quadros dolorosos intensos, que prejudicam muito a qualidade de vida. Algumas podem ter dor incapacitante, com perda da produtividade, assim como dores em relações sexuais", comenta o especialista.
A endometriose é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas costuma desaparecer ou melhorar muito após a menopausa, já que o principal estimulador do endométrio é o hormônio feminino estrogênio, mais presente durante a vida reprodutiva da mulher.
Não se sabe, ao certo, a origem da doença, mas, existe a probabilidade de ser genética. O diagnóstico é feito por exames de imagens e o histórico clínico da paciente. Segundo Rui Ferriani, ainda existem problemas que dificultam a identificação da enfermidade. "A confirmação deve ser feita através da videolaparoscopia, mas nem sempre ela é indicada. Se há suspeita baseada em dados clínicos, exame físico e de imagem, estamos autorizados a fazer o aconselhamento do ponto de vista terapêutico para a paciente", diz o médico.
O tratamento para a endometriose, normalmente, é feito com medicamentos, mas também existe a possibilidade de correção cirúrgica. "Todos têm eficácia bastante semelhante do ponto de vista de dor, mas devemos deixar claro que eles melhoram os sintomas e nem sempre erradicam a doença. A melhora após o procedimento cirúrgico tem índices semelhantes ao do tratamento clínico, mas deve-se levar em conta que a reincidência é alta. Já para a infertilidade, o principal tratamento é a reprodução assistida, que possui ótimos resultados em casos de endometriose", esclarece o especialista.