
O fotógrafo participou do programa Conversa com Roseann Kennedy, na TV Brasil, e fala sobre a democratização da fotografia: "o fato de todo mundo poder fotografar com o celular não muda nada. Porque as pessoas fazem sem pensar". E compara: "é a mesma coisa que na época em que não existiam canetas. Então a Bic inventou a caneta Bic e isso não quis dizer que todo mundo virou escritor. A única coisa positiva que acho de tudo isso é que as pessoas vão entender que fazer uma boa foto não é tão fácil quanto parece".
J.R. Duran já realizou inúmeros ensaios de nudez e capas de revista com os maiores símbolos sexuais do país, mas diz que gosta mesmo é de fotografar pessoas comuns. "Mesmo nas fotos de nus, eu não penso no corpo, eu penso no momento, no 'timing' e na veracidade da fotografia". Ele defende que as suas fotos sejam autênticas, naturais e, ao mesmo tempo, passem a sensação de que aconteceram por acaso.
Além de fotógrafo, Duran é autor de vários livros, entre eles Cadernos Etíopes, Cidades Sem Sombras, Cadernos de Viagem e o romance Lisboa. Perfeccionista, sempre busca a superação em suas produções. "Eu procuro perfeição. Busco uma qualidade de fotografia que por mais interessante que eu tenha feito a coisa ou que eu goste, eu vou querer sempre tentar aprimorar". E completa, com bom humor: "o segredo da boa fotografia é muito simples: É só não mostrar foto ruim".
(com Agência Brasil)