
De acordo com Alan Luiz Eckeli, professor de Neurologia e Medicina do Sono da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, a frequência de luz emitida pelas telas dos celulares influencia na liberação da melatonina, hormônio relacionado ao sono. Soma-se a isso o conteúdo do aparelho telefônico, que desperta a atenção do usuário e diminui a sonolência.
"Como consequência, estão relacionados a diminuição da qualidade de vida, redução da atenção e o aumento do risco para acidente. Se eu durmo pouco, a chance de eu bater o carro aumenta", alerta o especialista, em entrevista para a Rádio USP.
O professor lembra também das alterações de humor decorrentes da privação do sono. "Ficamos mal-humorados, impulsivos. Nossa capacidade de empatia diminui, ficamos mais chatos", diz Alan Eckeli.
O especialista recomenda ainda que as pessoas reduzam progressivamente a exposição a qualquer tipo de luz, duas horas antes do horário de dormir, seja proveniente da tela do celular, do computador ou mesmo do ambiente. "Se eu desejo dormir às 22h, a partir das 20h eu já vou diminuir um pouco a quantidade de luz a que estou exposto. Uma hora antes de dormir, você deve diminuir ainda mais e, no horário de dormir, é escuridão total", destaca o prfessor da USP.
(com Rádio USP)