
Para quem já sofre com o problema, é importante ficar atento a alguns hábitos e situações que podem intensificar as crises. "Trata-se de uma doença autoimune com evolução que varia muito de uma pessoa para outra. Quem é acometido deve tomar algumas precauções com relação à saúde da pele, por meio de produtos de qualidade comprovada e específicos para psoríase, e buscar levar uma vida calma e menos estressante dentro das possibilidades", comenta a dermatologista Maria Inês Harris, consultora científica da farmacêutica Biobalance.
A especialista enumera os 10 principais gatilhos da psoríase:
- Predisposição genética: o fator hereditário costuma estar na base do problema. Logo, se o indivíduo souber que tem tendência familiar para desenvolver o quadro, é recomendável que ele evite se submeter em excesso a qualquer uma das outras situações desencadeadoras da doença
- Estresse: tanto situações estressantes podem causar uma crise da doença quanto ela pode estressar os pacientes. Isso pode se tornar um círculo vicioso. Alguns, inclusive, associam o surgimento dos sintomas com situações de tensão. Uma saída para amenizar esse clima estressor é a busca por atividades relaxantes e/ou divertidas, como meditação, exercícios, leitura ou outros hobbies
- Infecções: fungos e bactérias causam infecções cutâneas ou respiratórias, que, segundo estudos, são possíveis agravantes da psoríase, tanto na forma de placas, quanto de gotas (gutata). A vantagem é que a cura da infecção também está associada à diminuição da crise da doença
- Medicamentos: não é regra, mas alguns fármacos utilizados no tratamento de doenças como transtorno bipolar, malária e problemas cardiovasculares (betabloqueadores), podem fazer os sinais da psoríase virem à tona. A pessoa que sofre da doença de pele que receber prescrição de uma dessas medicações deve explicar a situação ao médico autor da receita e, se necessário, solicitar uma alternativa à droga
- Frio: o clima mais frio e seco pode agravar os sintomas da psoríase, como a descamação e o ardor, principalmente por ocasionar o ressecamento da pele. Por isso, é importante que o paciente utilize cremes hidratantes especiais para ajudar no tratamento da doença
- Ferimentos: lesões na pele, desde um simples corte ou arranhão, até tatuagens, queimaduras, inflamações e infecções, podem estimular o surgimento dos sintomas da psoríase, caracterizando a condição denominada Fenômeno de Koebner. Neste caso, o melhor é buscar a orientação de um especialista e seguir com as medidas de proteção da pele
- Fumo: trabalhos científicos mostram a relação direta entre o tabagismo e o agravamento da psoríase. Normalmente, os fumantes apresentam mais a formação de placas, principalmente nas mãos e nos pés. A boa notícia é que o abandono do cigarro pode reduzir significativamente ou até tornar a doença de pele inativa, caso o vício seja seu único estímulo
- Consumo de álcool: pesquisadores defendem que o excesso de bebidas alcoólicas pode ser um gatilho da psoríase, enquanto médicos recomendam a suspensão do álcool aos pacientes, inclusive, pelo risco de reações com alguns medicamentos do tratamento. Ainda são necessárias novas pesquisas para entender essa ligação, mas como as demais pessoas, o indivíduo que tem a doença autoimune deve manter a moderação em relação às bebidas
- Mudanças hormonais: a psoríase pode se agravar na puberdade e na menopausa, e um estudo ainda constatou a melhora dos sintomas da doença em gestantes, associada à elevação do nível de estrogênio no organismo. Por essas evidências, mulheres, principalmente nessas fases, devem fazer acompanhamento hormonal regular junto ao especialista de sua confiança
- Alergias: pessoas que sofrem de psoríase tendem a apresentar mais mastócitos inflamatórios, que são células causadoras de reações na pele, como inchaço e coceira. Não há consenso de que a psoríase seja uma reação alérgica em si, mas o controle da alergia é importante para que a soma de sintomas não incomode ainda mais o indivíduo