
Em todo o mundo, um milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto. Todos os anos são usadas até 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis. Apenas na última década foi produzido mais plástico do que em todo o século passado. Anualmente, conforme a ONU, são utilizados 17 milhões de barris de petróleo para produzir garrafas plásticas. No total, metade do plástico que utilizado é de uso único.
Levando em conta que a taxa média global de reciclagem desses produtos é de 25%, isso significa um volume enorme de lixo plástico descartado nos oceanos. A estimativa é que pelo menos oito milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos mares todos os anos, sufocando recifes de corais e ameaçando a fauna marinha.
Ainda de acordo com a ONU, até 2050, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico. O lixo prejudica mais de 600 espécies, 15% delas em extinção.
De acordo com a campanha Mares Limpos (Clean Seas), das Nações Unidas, outro grande vilão dos oceanos são os microplásticos, partículas que medem menos de cinco milímetros e que estão presentes também em cosméticos e produtos de higiene. Pelo menos 51 trilhões de partículas de microplásticos já estão presentes nas águas salgadas.
A campanha Beat Plastic Pollution, que tem a Índia como país anfitrião este ano, convida as pessoas a agirem, individual ou coletivamente, para combater a poluição plástica.
São exemplos práticos como parar de usar canudinhos e talheres de plástico, levar sua própria caneca para o trabalho, pressionar as autoridades locais para melhorar a maneira como administram o lixo da sua cidade, utilizar sacolas de tecido ao fazer as compras e recolher lixo plástico que encontrar nas praias, florestas e cachoeiras que for visitar, entre outras iniciativas.
Em comunicado enviado à imprensa, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforça o apelo pelo combate à poluição plástica. "Nosso mundo é inundado por resíduos plásticos prejudiciais. Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos. Os microplásticos nos mares agora superam as estrelas da nossa galáxia. De ilhas remotas ao Ártico, nada é intocado. Se as tendências atuais continuarem, até 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes", diz o português.
(com Agência Brasil)