
De acordo com Mustafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades e chefe da missão egípcia, o sarcófago, encontrado durante uma inspeção em uma escavação realizada em um terreno particular no bairro de Sidi Gaber, estava cheio de águas residuais.
O comunicado também cita Shaaban Abdelmoneim, especialista no estudo de múmias e esqueletos, que, por meio de um exame inicial dos ossos, descobriu que eles provavelmente eram de "três oficiais militares ou guerreiros". Um dos crânios apresenta um ferimento por uma flecha, assinala o especialista, sem oferecer mais detalhes.
Os três esqueletos foram transferidos para os arquivos do Museu Nacional de Alexandria para serem analisados, afirma o ministério na mesma nota.
O interior do sarcófago foi alvo de polêmica desde que foi descoberto há três semanas, já que o ministério indicou que o achado datava da época ptolomaica, no século III a.C. Este período de influência greco-romana no Egito teve início com a conquista do país por Alexandre Magno, no ano de 332 a.C., e finalizou com a tomada de Alexandria pelos romanos, 30 a. C., quando o país era governado pela rainha Cleópatra VII.
(com Agência EFE e Agência Brasil)