
Os pesquisadores se dizem "maravilhados" com o sucesso da vacina nos testes com cobaias. Os resultados foram publicados em agosto na revista científica Nature Communications.
Apesar da facilidade no acesso às vacinas contra a gripe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 3,5 milhões de pessoas são infectados pelo Influenza todos os anos. No início deste ano, os EUA enfretaram um surto da variante H3N2 do micro-organismo.
No estudo da Universidade da Pensilvânia as respostas do organismo à infeção se fortaleceram ao longo do tempo depois da aplicação da nova vacina. A eficácia se mostrou maior após 30 semanas. "Se funcionar em humanos, mesmo em metade do que funcionou em cobaias, então o 'céu é o limite'", comenta Scott Hensley, autor do estudo, no artigo de divulgação da pesquisa. "Pode ser algo que todo mundo venha a utilizar no futuro para se proteger da gripe", completa o pesquisador.
De acordo com os especialistas, o imunizante inovador consegue imitar uma infeção da gripe e provocar resposta do sistema imunológico do corpo para capturar e atacar o vírus. Mas, o diferencial é que, se imaginarmos que o vírus é coberto com proteínas em forma de cogumelos, a vacina ataca o caule do cogumelo.
Os demais imunizantes usados de forma sazional atacam a "cabeça" do cogumelo, que pode sofrer mutação da forma de acordo com as estirpes do micro-organismo. É por isso que essas vacinas oferecidas pelo governo têm de ser "atualizadas" todos os anos.
"Nosso imunizante foi capaz de fazer algo que a maioria das outras vacinas contra a gripe não foram capazes de fazer", afirma Drew Weissman, autor do estudo, também no texto de divulgação da pesquisa.
"Quando começamos a testar a vacina, ficamos impressionados com a magnitude da resposta imune", acrescenta Scott Hensley.
Além dos testes com cobaias, cientistas também avaliaram os efeitos protetores em outros animais (furões e coelhos) e aguardam a possibilidade de realização de experimentos em humanos dentro de dois anos.