
A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que a poluição seja responsável por sete milhões de mortes no mundo, todos os anos. Muitas cidades chinesas são consideradas as mais poluídas do mundo, incluindo a capital do país, Pequim.
No estudo recente foram avaliados os níveis cognitivos ligados à linguagem e à matemática, sendo que os homens foram mais atingidos do que as mulheres. Os maiores de 64 anos formam o grupo de idade mais prejudicado.
A pesquisa, liderada pelos cientistas Zhang Xiaobo, Zhang Xin e Chen Xi, mostra que os efeitos cognitivos da poluição se somam aos demais problemas físicos causados pelas partículas de poluenets em suspensão.
Publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo foi realizado com uma amostra de 20 mil pessoas que vivem em diferentes regiões da China, entre os anos 2010 e 2014.
Os pesquisadores avaliaram, por meio de testes de linguagem e aritméticos, como os índices de dióxido de nitrogênio e de enxofre (componentes da poluição atmosférica), presentes nas localidades em que vivem os voluntários, influenciam a capacidade cognitiva. A pesquisa descobriu que o maior nível de poluição gerou os piores resultados.
Para o grupo de chineses com mais de 64 anos, a perda intelectual "equivaleria a vários anos a menos de educação", afirma Chen Xi, professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, em entrevista à Agência EFE.
(com Agência EFE e Agência Brasil)