
Essa condição acomete cerca de 50% dos homens que passam pela cirurgia de tratamento do câncer de próstata, pois o procedimento pode afetar o esfíncter – músculo que controla o fluxo da urina.
A incontinência é séria porque afeta a vida social e sexual do paciente. Além do medo de deixar a urina escapar no parceiro ou de expor o uso de fraldas, o odor torna algumas pessoas constrangidas em manter uma vida sexual ativa.
"A avaliação de um urologista é fundamental para a prevenção da incontinência urinária. Com uma boa avaliação do sistema urinário é possível escolher um tratamento acertado e prematuro, que pode prevenir danos maiores ao paciente no futuro e evitar doenças de bexiga como cistite ou câncer de bexiga", afirma o urologista Clayton Bellei, da Unimed Volta Redonda (RJ).
O médico lembra que existem tratamentos específicos para cada tipo de incontinência, como fisioterapia de reabilitação do assoalho pélvico, tratamentos medicamentosos e cirúrgicos. No Brasil, existem duas cirurgias disponíveis: implantação de Sling, que funciona como uma tipoia, que sustenta o canal da urina; e implantação de um esfíncter artificial, que é um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina.
(Com informações da assessoria de comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia)
*Publicado originalmente em 09/11/2018