
No país, registrou-se incremento de 11,8% nos lançamentos imobiliários. Em Belo Horizonte e região metropolitana, em junho, foram lançadas 256 unidades de apartamentos e vendidas 335, de acordo com o Sindicato da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). As vendas, portanto, estão superando os lançamentos, o que mostra que o estoque começa a abaixar. Como consequência, as construtoras já projetam mais lançamentos para os próximos meses.



Quando o segmento imobiliário vai bem, é sinal de que a economia do país também está entrando nos rumos, já que a construção civil é responsável por 55% dos investimentos do país, de acordo com Daniel Furletti, economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG. Ele afirma, ainda, que um conjunto de fatores conspiram para uma melhora dos ânimos desse nicho. É o caso, por exemplo, da inflação controlada e da taxa básica de juros (Selic), prevista para fechar o ano abaixo de 5%. Selic baixa significa juros menores para financiamentos. "Estamos vivendo o melhor momento da construção civil desde 2014", diz Daniel.

Ricardo Pitchon, diretor da Pitchon Imóveis, vislumbra aumento de 15% nas vendas em relação a 2018. Nos próximos meses, ele prevê o lançamento de 1,2 mil unidades em BH e Nova Lima. "Estamos observando, agora, a volta do investidor, pois o imóvel passa a ser um ativo muito valioso", afirma Ricardo. Voltou à cena a pessoa que adquire imóveis para alugar. Marcos Paulo Alves de Souza, diretor da PHV Engenharia, compartilha da mesma opinião: "Pela primeira vez, sentimos um crescimento também porque o mercado da locação voltou, já que antes fazíamos apenas vendas pontuais para esse público", afirma. No segundo semestre deste ano e até junho de 2020, a PHV deve lançar oito empreendimentos na capital e em Nova Lima.

Na Construtora EPO, os diretores esperam lançar empreendimentos com VGV de 500 milhões de reais. "Devemos entrar em um círculo virtuoso. Temos seis projetos iniciando neste ano e mais cinco no próximo", afirma Marcelo Carvalho, gestor de vendas do grupo. "Antes, não se lançava nada e os clientes estavam sem opção." Os especialistas e construtores, portanto, esperam um cenário bem mais ameno nos próximos meses. "Será um crescimento lento, mas consistente", afirma Flávia Vieira, vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG). Que assim, seja!