
Reiventar um processo lúdico de educação, garantindo que as crianças seguissem em frente com suas hipóteses sobre a escrita foi um desafio. A primeira e rápida percepção de muitas escolas é que não seria possível transportar modelos do ensino presencial para o online. Havia ainda um grande obstáculo a ser vencido, talvez o maior deles. No ensino a distância, as crianças estariam privadas da convivência e das interações com os seus pares. "Uma de nossas preocupações foi dividir a sala de aula em pequenos grupos para que as crianças pudessem, ainda que cada um em sua casa, interagir com os colegas", diz Ana Luísa Guimarães, coordenadora pedagógica da educação infantil e do 1º ano no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Bairro da Serra.


A educação online não pode ser comparada com a riqueza do ambiente escolar, onde a criança aprende ao mesmo tempo que desenvolve outras habilidades, como concentração, atenção e autonomia. Ainda assim, a diretora da escola Chez L’Enfant, Maria Lucia Rodrigues diz que a grande maioria das crianças do segundo período adquiriram, não só a leitura, mas habilidades como a contação de histórias e o desenvolvimento do raciocínio matemático. Além dos recursos tecnológicos a escola trabalhou também com o conceito do drive thru para a entrega de atividades. As aulas foram divididas em turnos de 45 minutos por dia, envolvendo também atividades como inglês e educação física. "Desenvolvemos os materiais e a metodologia sem perder a ludicidade da educação infantil", diz Maria Lúcia. Com isso, o conteúdo a distância permitiu a imprescindível continuidade do processo educacional e alfabetização dos pequenos, que em 2021 seguem para o ensino fundamental.
