
Por isso, é importante cuidar bem desse sentido, que é um dos mais sensíveis e expostos a condições hostis, como a poluição sonora das grandes cidades e a utilização de fones de ouvido.
Sendo assim, veja cinco mitos e verdades sobre a audição:
1) Podemos ficar surdos por ouvir música alta em fones de ouvido?
Verdade - O som muito alto causa danos nas células sensoriais do ouvido, responsáveis pela audição. Uma vez prejudicadas, essas células não se regeneram, causando surdez, explica a fonaudióloga Viviane Chein, da Telex Soluções Auditivas. "O limite de exposição a sons recomendado é de 85 decibéis, mesmo assim, sem ultrapassar oito horas de audição a esse nível de ruído", alerta a especialista.
2) Surdez parcial não tem solução?
Mito - Viviane Chein esclarece que, na maior parte dos casos, a perda auditiva pode ser tratada com a utilização de aparelhos auditivos. Esses dispositivos, segundo a fonoaudióloga, estão cada vez mais modernos e confortáveis: "Eles amplificam os sons, recuperando a audição normal de maneira bastante eficaz", afirma.
3) Zumbido e sensação de tontura podem ser sintomas de perda auditiva?
Verdade - A especialista da Telex recomenda que, ao desenvolver esses sintomas, o ideal é procurar ajuda médica para que sejam identificados e tratados possíveis problemas na audição.
4) Infeção de ouvido pode causar perda de audição?
Verdade - As otites, como são chamadas as inflamações no ouvido, podem causar perda auditiva caso aconteçam de forma repetitiva e não sejam tratadas corretamente. Viviane Chein alerta que as crianças são mais vulneráveis às otites e devem receber atenção especial. "Secar corretamente os ouvidos e tratar de maneira adequada as gripes e problemas respiratórios é essencial para evitar as infecções auditivas", ressalta a fonoaudióloga.
5) Cera de ouvido pode deixar surdo?
Mito - Segundo a especialista, o acúmulo de cera pode impedir o som de chegar ao tímpano, mas essa condição, isoladamente, não é capaz de provocar surdez. "O excesso de cera pode ser resolvido com um procedimento clínico para a retirada da substância. Depois disso, a audição é normalizada", explica Viviane Chein.